NOA NOA
Autor: Paul Gauguin - Tradução: Aníbal Fernandes
Documentário - 80 páginas - 1ª edição
Editora max Limonad - São Paulo - 1982

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"Um homem quase nu erguia com ambos os braços um poderoso machado, deixando no alto a sua mancha azul, no céu prateado, embaixo a incisão na árvore morta que pouco depois reviveria num instante de chamas, calores seculares dia a dia acumulados. No chão cor de púrpura, compridas folhas serpentinas de um amarelo metálico, todo um vocabulário oriental, letras (ao que me parecia) de uma língua desconhecida e misteriosa. Julgava descobrir esta palavra originária da Oceania: Atua, “Deus”. Taata ou Takata; esta, chegada da Índia, encontro-a em todos os cantos – (religião de Buda) – Nos olhos de Taghatá, todas as perfeitas magnificências dos reis e seus ministros não passam de escarro e poeira. Aos seus olhos a pureza e a impureza são como a dança das seis nagas. Aos seus olhos, a procura do verdadeiro Buda é semelhante a flores postas em frente dos seus olhos."
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Trecho do capítulo "Noa Noa"
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